O complicado dia-a-dia de uma miúda de 18 anos.

17/08/2011


Eternamente

Ele sabe perfeitamente que ela não voltará mais.
A vida dele é uma estrada sem fim, uma estrada de angústia, sentimento de culpa, saudade, solidão...
Foi sem mar de dúvidas, o pior dia, o dia mais longo. O dia em que ela partiu e que o deixou à deriva da própria dor.
Agora restava apenas em seu coração um vazio que veio para ficar.
As lágrimas derramadas, as palavras lamentáveis, a consciência pesa-lhe.
Ele sabia que a culpa tinha sido sua, ele provocou isto tudo.
Abandonado na mágoa e na treva da solidão ele chorava a perda dolorosa, continuará a caminhar para a vida, a caminhar para o seu único destino.
Ele não entendia a vida nem o seu sentido. Já nem entendia em que direcção caminhava.
Ela observava-o todos os segundos, observava o seu dia-a-dia, sofria imenso com a dor dele, mesmo sabendo que a culpa da sua morte tinha sido dele. 
Havia apenas uma coisa que ela podia fazer.
Vingar-se dele lhe ter causado a morte, tirá-lo daquela angustiante vida e ficarem novamente juntos, desta vez eternamente.






Foi anunciada a morte dele.


1 Comentários

1 comentários:

Anónimo disse...

Um bocadinho mórbido...
Mas gostei da construção e do jogo de palavras :)

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